Investir na Bolsa ou no Imobiliário?


Como já deve ter ouvido falar, estas últimas semanas ficaram marcadas por um fenómeno nunca antes visto no mercado da bolsa. A economia gira em torno do mercado de ações, o Reddit conseguiu invadir os gigantes de Wall Street por meio de uma estratégia planeada pelos utilizadores de um subreddit. Este foi um evento de enorme espetacularidade no mercado, pois incidiu luz sobre o poder do povo e salientou ainda mais as lacunas do capitalismo.

A comunidade do Reddit r/WallStreetBets cresceu em mais de 1,5 milhões de utilizadores num dia para 6 milhões de membros, enquanto os recém-formados jogadores da bolsa e amantes de memes se amontoavam para assistir ao espetáculo. De acordo com o FrontpageMetrics, um site não oficial que mede o crescimento dos subreddits, r/WallStreetBets foi o que mais cresceu durante toda a semana, aumentando o seu número de membros em mais de 2 milhões nos últimos 7 dias. O grupo começou com 4,4 milhões de membros.

Este número subiu depois dos membros do grupo comprarem ações em massa da retalhista de videojogos GameStop, fazendo o preço disparar. O preço das ações da empresa subiu de pouco mais de US $4 em janeiro para um total de US $347,51.

Informação das ações da GameStop num telemóvel

Foto por Tech Daily em Unsplash

Esta atividade gerou grandes perdas para os fundos de cobertura que acabavam de vender as suas ações - essencialmente uma aposta de que o preço das ações cairia. Esta técnica é chamada de short-selling: uma técnica em que o investidor aposta que os preços das ações de uma certa empresa irão cair. (Numa aposta normal, os investidores compram uma ação com a esperança de que ela cresça).

Ao fazer short-selling, o investidor pede ações emprestadas a um credor, digamos a $10 por ação. O investidor então pega nas ações emprestadas e vende-as pelo mesmo preço. Uma vez que as ações caem, digamos $1 por ação, o investidor compra as ações de volta e devolve-as ao credor, embolsando $9 por ação.

Consequentemente, o impacto deste esquema de short-selling por meio da Game Stop tornou-se viral. A imprensa internacional, juntamente com o poder das redes sociais, levou a que um número impressionante de novos “investidores” inundassem o mercado da bolsa. No entanto, este acontecimento alcançou uma importância muito maior do que os seus impactos financeiros - foi a primeira vez que pessoas “normais” conseguiram manipular completamente o mercado, aclamando-o como o movimento “Robin Hood”.

Ao expor as lacunas do capitalismo, os fundos de cobertura apressaram-se em declarar medidas protecionistas contra o short-selling, a fim de salvá-los de serem o próximo alvo. Agora, o que é que isto significa para o mercado imobiliário?

Estátua do touro em Wall Street

Foto por bantersnaps em Unsplash

Quando falamos em investimento, geralmente duas coisas vêm à nossa mente: mercado da bolsa e imobiliário. É certo que ambos têm os seus prós e contras, mas fenómenos como a invasão de ações da Gamestop apenas alimentam a volatilidade associada ao mercado da bolsa. É possível ganhar muito, mas também perder muito. Embora o investimento imobiliário também possam apresentar alguma volatilidade, como vimos recentemente com a pandemia, é importante enaltecer o quão mais seguro e calculado este tipo de investimento é.

O mercado imobiliário não é engenharia aeroespacial. Contando com um olho clínico para a valorização e propriedades estratégicas – é possível desenvolver um modelo vencedor que se traduzirá em negócios altamente lucrativos. Isso aplica-se a qualquer classe de ativo e com qualquer tipo de orçamento. A particularidade do investimento imobiliário é a capacidade de calcular riscos e planear os seus investimentos com base no lucro expectável.

Um fator muito importante que cimentou ainda mais o potencial deste tipo de investimento é o panorama atual do imobiliário: hoje em dia, a valorização da propriedade está em alta. A procura por imóveis está em constante crescimento, o que é consequência direta do aumento populacional e da melhoria da qualidade de vida. Ao contrário, por exemplo, de um carro - que desvaloriza - uma casa está em constante valorização. É por isso que se está a tornar um “no-brainer” investir em imóveis. Adquirir propriedades estratégicas nos centros das cidades ou nas periferias e proceder à sua reabilitação com um design totalmente novo e funcionalidade acrescida, é um modelo vencedor que se traduzirá em elevada rentabilidade, com risco mínimo.

Fotografia do Porto

Foto por Evan Verni em Unsplash

Em relação a fatores externos que podem comprometer a estabilidade característica deste mercado, este continua a ser o mercado mais resiliente da atualidade. Andreia Almeida, Chefe de Investigação da Cushman and Wakefield, fundamenta-o no último relatório de mercado da consultora: «Apesar do impacto negativo da conjuntura atual na atividade de investimento imobiliário, o primeiro semestre de 2020 registou um novo máximo histórico semestral - entre Janeiro e Junho foram transacionados € 1.670 milhões em imóveis comerciais (um crescimento anual de 50% em relação a 2019)».

Por outro lado, o Idealista - a maior e mais influente plataforma imobiliária em Portugal - aponta para os seus números recorde de tráfego, sendo 2020 o melhor ano de sempre (cerca de 44% superior ao mesmo período de 2019). «O contacto pessoal não deixou de existir, simplesmente os intervenientes do mercado passaram para o mundo digital para continuar a fazer negócios, explorando e gerando aí novas janelas de oportunidade de negócio».

Ao final do dia, é uma questão de preferência, no que toca onde quer investir o seu dinheiro. O mercado imobiliário é a nossa casa, e nossa experiência diz-nos que é a melhor maneira de fazer crescer o seu capital, com sucesso, com base em 30 anos de experiência da Architecture TOTE SER.

Portugal beneficia da tendência positiva do negócio imobiliário. A continuada procura é uma opção de clientes vindos dos diferentes quadrantes do mundo, consequência da globalização e maior visibilidade do nosso país.

Edifícios

Foto por Jason Dent em Unsplash

Assim, tem sido esta procura, contínua, e cada vez maior, por parte dos clientes finais estrangeiros, que elegeram o nosso país para se instalarem, para viver e “tele-trabalhar”. Esta possibilidade de poder trabalhar a partir de casa, que promove a flexibilidade, juntamente com as boas características de Portugal, oferece sobretudo àqueles que têm um bom poder de compra, uma qualidade de vida única, de excelência.

Já na óptica do investimento, o momento não podia ser mais favorável. Estamos a falar da nova grande oportunidade do setor imobiliário, que passa pela reconversão da oferta atual, que não responde às novas exigências pós pandemia, em novos espaços:

  • Maiores áreas;
  • Maior número de assoalhadas para destintos espaços de trabalho, tanto para as crianças como para os adultos;
  • Maior flexibilidade e funcionalidade na utilização do espaço;
  • Maior valorização dos espaços exteriores.

Premissas essas que os projetos Architecture TOTE SER já vinham a responder, e hoje, estão ainda mais reforçadas, no seu produto Espaço de Viver.

Como resultado da larga experiência Architecture TOTE SER, estes espaços oferecem, para além da otimização da sua funcionalidade/utilização nas vertentes habitar e trabalhar, uma consequente otimização na rentabilidade elevada do investimento, pela sua forte valorização, por se conseguirem espaços simultaneamente muito funcionais, como sempre foram, e agora altamente flexíveis.