Prédio em Alfama, Lisboa

Reabilitação de Prédio

Ficha Técnica do Projecto

Arquiteto Responsável: Helder Pereira Coelhoo
Arquitetos: Miguel Meira
Função: Habitacional / Turística
Localização: Alfama, Lisboa, Portugal
Fotografias: Architecture Tote Ser
Cliente: Grupo de investidores Invesppool

O edifício da Calçadinha do Tijolo insere-se em Alfama, o bairro histórico da cidade de Lisboa conhecido por albergar dois dos monumentos mais impressionantes e marcantes da cidade: o Mosteiro de São Vicente de Fora e a Igreja de Santa Engrácia, mais conhecida por Panteão Nacional.

É neste ambiente que encontramos este edifício onde se descobre o compromisso entre a história, a sofisticação e a modernização da reabilitação e dos acabamentos dos apartamentos.

O projeto consistiu na uniformização das duas fachadas, procurando um jogo de abertos e fechados mais harmonioso, e também na remodelação interior dos quatro pisos, modernizando-os e tornando-os mais funcionais.

Na fachada principal procedeu-se ao aumento de altura de um dos vãos do último piso deixando-o com a mesma linguagem que o outro vão. Procedeu-se ainda ao fecho total da platibanda e do rasgo existente na fachada para iluminação das águas furtadas, construindo para o efeito outra trapeira igual à existente.

Na fachada tardoz procedeu-se ao fecho de alguns vãos e abertura de outros de forma a uniformizar o mais possível o desenho da mesma. Procedeu-se também à construção de uma platibanda (igual à existente no alçado principal) dissimulando desta forma o término das chaminés, deixando o culminar da fachada bastante simples e contemporâneo.

No interior do prédio, os trabalhos de reabilitação focaram-se na construção de instalaçães sanitárias e kitchenettes, para melhoria das condições de salubridade do prédio, e tratamento de paredes, pavimentos e tectos.

Foram realizadas algumas alterações que modificaram a organização do edifício, nomeadamente ao nível do 1° andar e águas furtadas. O 1° andar foi dividido, criando um T0 do lado esquerdo e aproveitando o lado direito para fazer um duplex com o rés-do-chão. Deste modo foram melhoradas as condições do rés-do-chão, pois era um espaço de dimensões muito reduzidas e sem janelas. Nas águas furtadas foi feita uma união das duas fracções, constituindo apenas uma no piso todo. Assim foi possível uma melhoria do espaço em termos de organização e iluminação natural.

Os apartamentos foram acabados com paredes estucadas e pintadas, tectos em pladur com isolamento e iluminação embutida. O pavimento é em soalho de carvalho corrido, afagado e envernizado. As instalaçães sanitárias têm paredes revestidas a pedra bujardada 60x30 e pavimento revestido a wengué cerâmico 70x10. As paredes das kitchenettes foram revestidas a aço inox e o pavimento é em branco marfim.

A localização, a envolvente, a qualidade, funcionalidade e modernidade dos acabamentos assim como o cuidado nos pormenores valorizam o imóvel e todo o investimento.